Como as comunidades sobrevivem às redes sociais

1 min read

comunidades sobrevivem às redes sociais

Há um tempo, venho flertando com a ideia de sair das redes sociais. Não que eu considere as redes sociais ruins no conjunto da coisa. Apenas me sinto melhor quando estou longe delas.

Em 2020, passei um mês sem Instagram e foi libertador. Agora, estou tentando usar menos o celular e tenho deixado-o desligado aos fins de semana.

A única coisa que me impede de desativar meus perfis de vez é a visibilidade que eles me geram, pois isso ainda é importante para a minha carreira.

Coincidentemente, ontem me deparei com esse texto sobre uma pessoa que fez exatamente isso: deletou tudo e sumiu. Esse, inclusive, é um movimento cada vez mais comum no exterior — o unplugging.

Mas o que achei mais interessante é que, a longo da entrevista, Maureen, a pessoa em questão conta como agora se conecta apenas com o que é importante para ela:

“Esta é a beleza do mundo que estou cultivando para mim. É apenas sobre os interesses que podem caber na minha cabeça. Taylor Swift é um dos meus interesses, então estarei sentada ouvindo música e vou pensar: será que a Taylor Swift vai lançar algo em breve? E vou procurar para saber.”

Maureen, offline desde 2015

Isso me fez refletir que redes sociais são apenas isso: plataformas. A informação continua disponível em outros lugares, e nós podemos escolher onde queremos consumi-las e quais queremos consumir.

Em 2019, entrevistei os membros de uma comunidade que estava querendo migrar do Facebook Groups para um Fórum no Discourse. Quando perguntado, um membro específico me disse que: “acessar o Facebook é um hábito pra mim, mas me sinto perdendo muito tempo lá. É muita informação pra ver, acabo acessando coisas que nem queria… Se tivesse outro jeito de ver só a comunidade, eu deletaria minha conta”.

No fim, migramos de plataforma, muitos deletaram seus perfis no Facebook e a nossa comunidade ficou ainda mais engajada!

Porque quando as plataformas falham, as comunidades de interesse permanecem. A queda do Orkut não matou as comunidades de música, jogos e fanfics. Esses grupos só encontraram outros lugares para existir.

E, sendo sincera, todos nós vamos, porque as redes sociais não são para sempre. Conteúdos perenes criam plataformas perenes. Mas interesses reais criam comunidade reais.

“Acho que coisas reais estão acontecendo online, mas da maneira que eu penso é como se estivesse acontecendo uma festa. Porque a festa, às vezes, é muito ruim. Então, eu poderia ir a uma festa que sei que não vou me divertir muito, ou posso esperar por todas as outras festas em que me divirto. Tipo, sim, estou perdendo uma festa. Algo está acontecendo. Estou perdendo coisas. Mas existem algumas festas que você não quer ir.”

Maureen, que não conheço mas já adoro!

E eu concordo: comunidades são como festas, você pode escolher as que quer participar e as que não quer. Afinal, o que realmente cria valor na festa é o quando ela é interessante para você, pessoa presente.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

×

Quer mais conteúdo sobre marketing de comunidade? Inscreva-se na nossa newsletter, é grátis.

Inscreva-se agora, cancele quando quiser.